sábado, março 10, 2007

Realce no seu prato


Nunca fui "chegada" à cozinha. Aquela coisa do trivial... nunca fui! Agora, pratos elaborados (doces, claro!) sempre me interesso e faço. E modéstia a parte, ficam deliciosos. Mas programas como os "Truques de Oliver", "Olivier Anguier", onde de forma simples são elaborados pratos magníficos nunca deixei de assistir.

Foi em um programa como estes, não me lembro o nome do tal chef, que percebi que a gastronomia sempre reserva surpresas pra todos nós, mortais.

O sal! Nunca poderia imaginar que com o sal haveria uma "salvação". E o tal chef mostrou em seu programa. O sal, quem diria, aquela velha versão do sal iodado e refinado tem que ser jogado no lixo. E para os mais "pão-duros" ir para o fundo da gaveta se tiverem dó em jogá-lo. Porque é preciso dar lugar aos pequenos flocos aromáticos que estalam e explodem na boca. "os cristais de flor de sal".

O que é isso?!?

É totalmente natural. Surgem da combinação entre a água do mar, o sol e o vento. É mais ou menos assim: eles são a primeira fina camada de cristais que se forma na superfície das salinas. Os "bam-bam-bans" são os franceses e os portugueses. Malditos franceses!....rs... Esse sal é muito diferente, claro, dos sais industrializados que pipocam nas prateleiras dos supermercados. Tudo é feito manualmente, sem sofrer qualquer tipo de refinamento. São ricos em potássio, cálcio, cobre, zinco... bla bla bla... E finalizam o gosto da comida.

Claro que isso já não é mais novidade nos restaurantes sofisticados no exterior, mas ainda aqui esses sais gourmets ainda são raros e pouco usados, porque são caros.

Mas esquecendo o fator "caro", o prato ganha um sabor e texturas diferentes.

O Alaea Sea Salt é um sal havaiano, tem argila na sua composição e você, ao comer, sente um suave sabor mineral. Tem até sal com gosto de ovo. Gosto de ovo? Isso mesmo. É o indiano Kala Namak. Uma pitada na ponta da língua e o gosto de gema se espalha pela boca. Excelente para finalizar receitas vegetarianas.
O Salish, americano, é extraído no Pacífico. Seu segredo está no processo de produção: ele é defumado a frio, sem faísca de fogo por perto, só fumaça. Extravagante? Calma, tem mais...rs... O Smoked Chardonnay também é defumado a frio, mas em barricas de carvalho. As mesmas onde um vinho de uvas chardonnay foi envelhecido. Dá para imaginar o resultado? Um aroma de madeira e característico de vinho branco que passou por barricas? No mínimo, pra se lambuzar.

Esses raríssimos sais ainda não são vendidos no Brasil. A solução é trazer de fora ou pedir para um amigo trazer de sua viagem ao exterior. Mas pode-se contentar com outros cristais de flor de sal, que são bonzinhos também.

O que importa é fugir da rotina. Mas para isso, é preciso investir em qualidade. E qualidade custa caro. Oras, de vez em quando, ninguém vai morrer.

Alguns mercados Pão de Açúcar vendem. Vamos lá, então! Às prateleiras!

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