terça-feira, maio 01, 2018


O quanto perco em luz conquisto em sombra 
e é de recusa ao sol que me sustento. 
Às estrelas prefiro o que se esconde 
nos crepúsculos graves dos conventos. 
Humildemente envolvo-me na sombra 
que veste, à noite, os cegos monumentos 
isolados nas praças esquecidas 
e vazios de luz e movimento. 
Não sei se entendes: em teus olhos nasce 
a noite côncava e profunda, enquanto 
clara manhã revive em tua face. 
Daí amar teus olhos mais que o corpo 
com esse escuro e amargo desespero 
com que haverei de amar depois de morto.

Carlos Pena Filho

segunda-feira, abril 23, 2018

sexta-feira, abril 20, 2018


Tomas repete para si mesmo o provérbio alemão: einmal ist keinmal, uma vez não conta, uma vez é nunca. Não poder viver mais do que uma vida é como não viver nunca.  

Milan Kundera

terça-feira, abril 17, 2018


Ocupo meu tempo escurecendo meus momentos mais iluminados, porque a claridade me incomoda.

Boris Vian (A espuma dos dias)
 

segunda-feira, abril 16, 2018

Ginny Grayson, 2011.


 


sexta-feira, abril 13, 2018

Parabéns, Samuel!




É o fim que confere o significado às palavras.

Samuel Beckett


segunda-feira, março 26, 2018

terça-feira, março 20, 2018

amigos nunca são para as ocasiões.


Os amigos nunca são para as ocasiões. São para sempre. A ideia utilitária da amizade, como entreajuda, pronto-socorro mútuo, troca de favores, depósito de confiança, sociedade de desabafos, mete nojo. A amizade é puro prazer. Não se pode contaminar com favores e ajudas, leia-se dívidas. Pede-se, dá-se, recebe-se, esquece-se e não se fala mais nisso.
A decadência da amizade entre nós deve-se à instrumentalização que tem vindo a sofrer. Transformou-se numa espécie de maçonaria, uma central de cunhas, palavrinhas, cumplicidades e compadrios. É por isso que as amizades se fazem e desfazem como se fossem laços políticos ou comerciais. Se alguém «falta» ou «não corresponde», se não cumpre as obrigações contratuais, é logo condenado como «mau» amigo e sumariamente proscrito. Está tudo doido. Só uma miséria destas obriga a dizer o óbvio: os amigos são as pessoas de que nós gostamos e com quem estamos de vez em quando. Podemos nem sequer darmo-nos muito, ou bem, com elas. Ou gostar mais delas do que elas de nós. Não interessa. A amizade é um gosto egoísta, ou inevitabilidade, o caminho de um coração em roda-livre.
Os amigos têm de ser inúteis. Isto é, bastarem só por existir e, maravilhosamente, sobrarem-nos na alma só por quem e como são. O porquê, o onde e o quando não interessam. A amizade não tem ponto de partida, nem percurso, nem objectivo. É impossível lembrarmo-nos de como é que nos tornámos amigos de alguém ou pensarmos no futuro que vamos ter.
A glória da amizade é ser apenas presente. É por isso que dura para sempre; porque não contém expectativas nem planos nem ansiedade.

Miguel Esteves Cardoso

sexta-feira, março 09, 2018

segunda-feira, março 05, 2018


tá indo embora o verão
um calor no coração.
 

quinta-feira, março 01, 2018

domingo, fevereiro 25, 2018

Aaron Westerberg




quarta-feira, fevereiro 21, 2018

segunda-feira, fevereiro 12, 2018

sábado, janeiro 20, 2018

sexta-feira, janeiro 19, 2018

Klimt



quinta-feira, janeiro 18, 2018

amigo

porque bom mesmo é quando nosso teto desaba a gente pode morar nos braços de amigos. verdadeiros amigos. aqueles que tem braços largos. braços abrigos. amigos. meus.

quarta-feira, janeiro 17, 2018

Munch


 


quarta-feira, janeiro 10, 2018

solidão.


A mais perfeita tradução sobre a solidão.
Por Ricardo Darín.

 

segunda-feira, janeiro 08, 2018

Greta Gerwig



Ela, a cada trabalho, tem provado que não é um nome da modinha.
Ela veio pra ficar. Sorte nossa.