sexta-feira, setembro 01, 2017

A Insustentável Leveza do Ser




Você pode dormir
durma em meus braços
como um bebê pássaro
como uma vassoura entre vassouras
em um armário
como um pequeno papagaio
como um apito
como uma pequena canção
uma canção cantada por uma floresta
dentro de uma floresta
há mil anos.


terça-feira, agosto 22, 2017

Mr. Hooker


Pensando aqui com meus botões, no quão especial seria o dia de hoje, na
comemoração dos 100 anos desse mestre do blues, se ele estivesse vivo.

quinta-feira, agosto 17, 2017

Gottfried Helnwein

 
 



terça-feira, agosto 15, 2017

Sacuda tua gaiola!


Não sei você mas faz alguns anos que tenho notado que estou presa à uma sociedade cheia de regras e adestramento que padroniza as pessoas. É a era das pessoas enlatadas, que comportam-se do mesmo modo, falam das mesmas coisas, se vestem praticamente do mesmo jeito e possuem os mesmos gostos e sonhos. E eu me pergunto onde está a unicidade, a particularidade, coisas que as pessoas possuem e que as tornam únicas.
Sei lá, sinto que a vida dessas pessoas, de um modo geral, vem a cada dia se transformando em uma grande linha de produção, e desapareceu como fumaça aquele prazer inerente que se tinha ao conhecer alguém e fazer desse alguém especial dos demais.
Qual o sentido de adequar-se a uma sociedade assim, pra depois perceber que tudo não passou de uma ilusão? Uma sociedade que prefere teatralizar a felicidade com padrões de pessoas e comportamentos. Uma sociedade de aparências, repleta de pessoas rasas.
Vivemos uma era de pessoas que não têm ideia do estão fazendo com suas vidas. Fecho com a frase genial do Alain de Botton - “As pessoas só ficam realmente interessantes quando começam a sacudir as grades de suas gaiolas”. Ser fora do padrão nos dias de hoje, não é um defeito, é uma virtude.

segunda-feira, agosto 14, 2017

Antonio Mora


quinta-feira, agosto 03, 2017


Palavra também é coisa
coisa volátil
que eu pego no ar
com a boca quando falo.
 
Clarice Lispector

quarta-feira, agosto 02, 2017

dolce far niente.


A arte de não fazer nada. Que maravilha de descansar. Gostaria de fazer isso algumas vezes.

 
Wladyslaw Czachorski, Descansando a beleza | 1907

terça-feira, agosto 01, 2017

sobre amores perdidos e além.


Não dobre os joelhos sob o peso de um coração partido.
Sam Shepard 

segunda-feira, julho 31, 2017

sábado, julho 15, 2017


Vivemos convivemos resistimos
cruzamo-nos nas ruas sob as árvores
fizemos porventura algum ruído
traçamos pelo ar gestos tímidos
e no entanto porque palavras dizer
que nosso era um coração solitário
silencioso profundamente silencioso
e afinal o nosso olhar olhava
como os olhos que olham nas florestas
No centro da cidade tumultuosa
no ângulo visível das múltiplas arestas
a flor da solidão crescia dia a dia mais viçosa
Nós tínhamos um nome para isto
mas o tempo dos homens impiedoso
matou-nos quem morria até aqui
E neste coração ambicioso
sozinho como um homem morre cristo
Que nome dar agora ao vazio
que jorra irresistível como um rio?
Ele nasce engrossa e vai desaguar
e entre tantos gestos é um mar
Vivemos convivemos resistimos
sem bem saber que em tudo um pouco
nós morremos.

Ruy Belo



sexta-feira, julho 14, 2017


Das palavras
de algumas palavras
temos de conhecer mais
que seu significado,
temos de lhes sentir o tacto
o gosto, ouvir a voz,
temos de as provar
beber, comer, saborear
mastigar suavemente
e depois com ternura,
as engolir para que permaneçam
guardadas em nós.
Amor! O que é amor
se não for vivido!
 

Alice Queiroz

quinta-feira, julho 13, 2017

Anne Magill


 


segunda-feira, julho 03, 2017


 


quinta-feira, junho 29, 2017

Frantz

domingo, junho 25, 2017

Barbara Kruger


 

 

quinta-feira, junho 22, 2017

Snif!


Daniel Day Lewis vai se aposentar. Que triste! 


segunda-feira, junho 19, 2017

 
 
Last Night. Keira Knightley. 2010.

sábado, junho 17, 2017

segunda-feira, junho 12, 2017


 


quinta-feira, junho 08, 2017

 
O que nos chama para dentro de nós mesmos
é uma vaga de luz, um pavio, uma sombra incerta.
Qualquer coisa que nos muda a escala do olhar 
e nos torna piedosos, como quem já tem fé.
Nós que tivemos a vagarosa alegria repartida
pelo movimento, pela forma, pelo nome,
voltamos ao zero irradiante, ao ver
o que foi grande, o que foi pequeno, aliás
o que não tem tamanho, mas está agora 
engrandecido dentro do novo olhar.

Fiama Hasse Pais Brandão
As fábulas