sexta-feira, maio 21, 2010

A Serious Man.


Insisti nos Irmãos Coen mais uma vez e assisti A Serious Man. A vida pode ser dolorosa, às vezes é engraçada, muitas vezes é bizarra. Turbulenta. Calma. A vida é furacão. É aí que nada faz mais sentido. Tentar entender é piração. Talvez seja o humor negro dos Coen que me fascinou tanto e me conduziu pra mais um de seus filmes e esse em especial beira à comédia, ao desespero. Confesso que não foi fácil entender o experimentalismo dos irmãos cineastas. O que é ser íntegro e o que significa ser bom e como é que vamos conseguir tal façanha? Os fatos acontecem aleatoriamente, sem muito sentido. "Aceite o mistério", diz o coreano no filme. E o protagonista segue veemente à Deus, mas parece ter o inferno sempre presente em sua vida. Tudo em sua vida é mistério e estranheza. Chantageado por um estudante, traído por sua esposa com o seu melhor amigo, roubado pelos filhos, vítima de calúnias, recebe cobranças de contas que não fez e por aí vai. É nesse universo hostil e de desespero absoluto que a nossa única opção é rir. Humor negríssimo. Mas ele não é só um filme engraçado, porque muitas vezes você se sente agredido pelo pessimismo e a estranheza do filme. Ainda mais quando chega ao seu final, você fica com tantos questionamentos sem respostas. Um furacão se aproxima e você já nem se lembra mais do que é mais difícil suportar. É nesse final enigmático que você vira a grande piada. É difícil amar um filme que faz você se sentir aflita e desconfortável, mas é impossível não respeitar um filme que tem esse poder.

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